Economia

IPCA-15 sobe 0,89% em abril, pressionado por alimentos e combustíveis

Prévia da inflação acumula 4,37% em 12 meses e se aproxima do teto da meta oficial
Análise visual do IPCA-15 de abril: pressão inflacionária de alimentos e combustíveis

A prévia da inflação oficial do Brasil acelerou em abril. O IPCA-15 registrou alta de 0,89% no mês, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE.

O índice acumula 2,39% no ano e avança 4,37% nos últimos 12 meses — patamar que se aproxima do teto da meta de inflação e reforça o desafio do Banco Central no controle dos preços.

Alimentação e transportes responderam juntos por cerca de 65% da alta de abril, com pressão concentrada nos alimentos consumidos em casa e na disparada dos combustíveis.

Alimentos em casa aceleram e lideram a alta de abril

O grupo alimentação e bebidas registrou avanço de 1,46% em abril, sendo o de maior contribuição para o resultado do mês. O movimento foi liderado pelos alimentos consumidos no domicílio, cuja variação saltou de 1,1% em março para 1,77% em abril — intensificando uma tendência que já vinha comprimindo o orçamento das famílias brasileiras.

A alta dos alimentos no domicílio em abril dá continuidade a um movimento já em curso: em março, tomate (20,31%), cebola (17,25%) e leite longa vida (11,74%) já haviam puxado a alimentação no domicílio quase 2% em um único mês, conforme apurou o Tropiquim ao cobrir o IPCA de março.

Combustíveis disparam 6% e aceleram grupo de transportes

O grupo transportes foi o segundo maior vetor do IPCA-15 em abril, com alta de 1,34% — contra 0,21% no mês anterior. A principal causa foi o encarecimento dos combustíveis, que passaram de uma variação negativa de 0,03% para uma alta de 6,06%, com destaque para diesel e gasolina.

A pressão dos combustíveis não é novidade no radar inflacionário. Em março, a gasolina já havia disparado 4,59% e puxado o IPCA oficial para 0,88% — e o diesel, que saltara 13,90% no período anterior, segue como vetor central da aceleração de preços em abril, como mostrou o Tropiquim ao analisar o IPCA de março.

Nem tudo pesou sobre o resultado de abril. As passagens aéreas, que haviam avançado 5,94% em março, recuaram 14,32% no período — alívio expressivo que contribuiu para segurar parte do avanço no grupo de transportes.

No transporte público, os reajustes foram mais comportados. As tarifas de ônibus urbano subiram 0,44%, as corridas de táxi avançaram 0,08% e as passagens de ônibus intermunicipal registraram alta de 0,14%. O item de integração do transporte público — sistemas de tarifa unificada — subiu 0,90%.

Mercado já antecipava aceleração inflacionária

Com o IPCA-15 acumulando 4,37% em 12 meses, o índice caminha na direção do que o mercado financeiro já antecipava. Na semana passada, o Boletim Focus elevou a projeção anual para 4,80% — acima do teto da meta de inflação —, cenário que o Tropiquim detalhou ao analisar o impacto da guerra no Oriente Médio sobre as expectativas de preços.

A combinação de alimentos em alta e combustíveis disparando configura um choque de custos com impacto direto sobre o consumo das famílias. O resultado reforça a pressão que o Banco Central enfrenta ao calibrar a política monetária nos próximos meses.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Governo acusa Alcolumbre de ‘golpe’ após Congresso derrubar veto ao PL da Dosimetria

Senado derruba veto de Lula ao PL da Dosimetria por 49 a 24

Confiança do consumidor mergulha no pessimismo e marca pior nível em 11 meses

Câmara derruba veto de Lula ao PL da Dosimetria por 318 a 144 votos